🌿 Distribuição e Modelagem de Habitat de Macrófitas Marinhas

Ilhas Costeiras de Santa Catarina no Contexto da Crise Climática

Projeto de Mestrado - PPGOceano/UFSC | 2026

Aluno: Ronan Armando Caetano

Mensagem-chave: evidencias espaciais para monitoramento e conservacao de habitats insulares.

🌐 PT EN ES

📋 Panorama do Projeto

Tema Central

Investigar como variáveis ambientais e geomorfológicas influenciam a diversidade e distribuição de macrófitas marinhas em três ilhas costeiras de Santa Catarina, com foco em mapeamento espacial e modelagem de adequabilidade de habitat.

Contexto e Relevância

  • Macrófitas marinhas são engenheiras de ecossistemas e sustentam alta biodiversidade costeira.
  • Essas comunidades respondem a mudanças de temperatura, transparência da água e estrutura de substrato.
  • A crise climática e a pressão antrópica aumentam a vulnerabilidade de habitats insulares.
  • O projeto integra inventário biológico, geoprocessamento e SDMs (modelos que estimam onde as espécies têm maior chance de ocorrer) para apoiar conservação aplicada.

O problema que o projeto enfrenta

Hoje, ainda faltam mapas detalhados e comparáveis sobre onde as macrófitas marinhas ocorrem nas ilhas costeiras de Santa Catarina e como elas respondem às mudanças ambientais. Sem essa base, fica mais difícil priorizar monitoramento e planejar ações de conservação.

O que será feito na prática

1) Levantamento em campo

A equipe registra espécies, abundância e condições ambientais nas três ilhas, em uma metodologia padronizada para permitir comparação justa.

2) Mapeamento e modelagem

Os dados de campo são integrados em mapas e modelos para indicar áreas mais favoráveis para as macrófitas e áreas prioritárias para acompanhamento.

3) Entregas aplicáveis

O projeto gera produtos científicos e técnicos que podem ser usados por pesquisa, gestão ambiental e planejamento de monitoramento costeiro.

Por que isso importa para quem não é da área?

  • Ajuda a identificar áreas marinhas mais sensíveis e que precisam de cuidado.
  • Melhora a base técnica para decisões públicas sobre conservação costeira.
  • Cria um histórico comparável para acompanhar mudanças ao longo dos anos.
  • Traduz dados complexos em mapas e informações úteis para diferentes públicos.

Perguntas que o projeto responde

  1. Quais espécies de macrófitas dominam cada ilha e como variam com profundidade?
  2. Quais condições de habitat favorecem maior ocorrência e abundância relativa?
  3. Como representar espacialmente zonas prioritárias para monitoramento e manejo?
  4. Como os cenários de aquecimento podem deslocar áreas de maior adequabilidade?

Como ler esta apresentação

  • Áreas de Estudo: mostra onde o projeto acontece e por que essas ilhas foram escolhidas.
  • Objetivos: explica claramente o que o projeto pretende entregar.
  • Metodologia: detalha como os dados serão coletados, analisados e transformados em mapas.
  • Produtos: apresenta os resultados esperados para ciência e gestão ambiental.
  • Glossário: define termos técnicos em linguagem acessível.
  • Cronograma: mostra quando cada etapa será executada.

🗺️ Áreas de Estudo

Recorte Geográfico

Três ilhas costeiras de Santa Catarina com gradiente de tamanho, isolamento e pressão antrópica.

🟠 REBIO Marinha do Arvoredo

Centroide: 27°13'33"S, 48°21'56"W

Área: 17.131,72 ha

Status: Unidade de Conservação Federal

Distância da costa: ~15 km

Faixa de estudo: 0-15 m

  • Maior área do estudo
  • Referência de conservação
  • Mergulho regulado
  • Alta heterogeneidade de microhabitats
  • Substrato rochoso com costões e zonas de alta energia
  • Maior potencial para gradientes ecológicos internos

🔵 Ilha do Campeche

Centroide: 27°41'48"S, 48°27'55"W

Área: 76,19 ha

Status: Patrimônio Arqueológico/Paisagístico

Distância da costa: ~1,5 km

Faixa de estudo: 0-15 m

  • Proximidade do continente
  • Alta pressão turística
  • Boa acessibilidade para campo
  • Ambiente ideal para avaliar influência antrópica
  • Substrato misto (rochoso/arenoso) em setores distintos
  • Maior exposição a usos recreativos e tráfego de embarcações

🟢 Ilha Xavier

Centroide: 27°36'36"S, 48°23'11"W

Área: 16,98 ha

Status: Sem proteção específica

Distância da costa: ~8 km

Faixa de estudo: 0-15 m

  • Menor área do estudo
  • Conjunto de ilhotas
  • Condição intermediária de pressão
  • Área menos estudada na literatura local
  • Boa sensibilidade para detectar mudanças rápidas
  • Conectividade intermediária entre continente e Arvoredo

Comparação completa entre as áreas

Critério Arvoredo Campeche Xavier
Área (ha) 17.131,72 76,19 16,98
Tamanho relativo ~1.000x maior que Xavier Intermediário Menor área do gradiente
Distância da costa ~15 km ~1,5 km ~8 km
Status de proteção UC Federal (REBIO) Patrimônio Arqueológico/Paisagístico Sem proteção específica
Pressão antrópica Baixa (regulada) Alta Moderada
Pressão turística Controlada Intensa no verão Menor que Campeche
Acessibilidade logística Mais complexa (embarcação e janela climática) Mais simples e rápida Intermediária
Grau de isolamento Alto Baixo Intermediário
Complexidade de habitat Alta (múltiplos microambientes) Média (setores contrastantes) Média/alta em pequena escala
Substrato predominante Costões rochosos com zonas de alta energia Mosaico rochoso e arenoso Costões e ilhotas rochosas
Relevância para modelagem Referência para condições mais preservadas Referência para alta influência antrópica Referência para área pequena e menos estudada
Papel no gradiente do estudo Extremo de maior área/isolamento Extremo de maior uso humano/proximidade Ponto intermediário de conectividade

🎯 Justificativa da Seleção

A seleção de Arvoredo, Campeche e Xavier foi feita para representar um gradiente ecológico realista e comparável em escala regional, permitindo testes robustos sobre distribuição de macrófitas e adequabilidade de habitat.

  • Gradiente de área: contraste forte entre ilhas grandes, médias e pequenas.
  • Gradiente de isolamento: variação de conectividade com a costa e entre ilhas.
  • Gradiente de pressão antrópica: de uso regulado a uso turístico intenso.
  • Diferentes regimes de proteção: comparação entre UC federal e áreas sem proteção equivalente.
  • Viabilidade operacional: conjunto com logística possível para campanhas repetidas e modelagem espacial.

🗺️ Mapas das Áreas de Estudo

Os mapas abaixo mostram a base espacial usada para comparar Arvoredo, Campeche e Xavier. Aqui ficam os produtos cartográficos de contexto territorial do estudo.

Como usar o mapa interativo: clique no botão abaixo para abrir uma visualização dinâmica das três áreas de estudo. No mapa, você pode alternar camadas de base, consultar a legenda e os metadados cartográficos, utilizar as escalas gráfica e numérica, e aproximar/afastar para explorar os detalhes espaciais de cada ilha.

Abrir mapa interativo das áreas
Mapa geral das áreas de estudo

Mapa de referência das três áreas insulares de estudo.

Mapa comparativo das áreas

Comparação espacial entre REBIO Arvoredo, Campeche e Xavier.

🎯 Objetivos

Objetivo Geral

Avaliar a diversidade e a distribuição espacial das comunidades de macrófitas marinhas na Ilha do Campeche, Ilha Xavier e REBIO Arvoredo, correlacionando padrões biológicos com variáveis ambientais e geomorfológicas para gerar modelos de adequabilidade de habitat.

Objetivos Específicos

1 Inventário Florístico

Realizar inventário de macrófitas na faixa de 0 a 15 m de profundidade.

2 Mapeamento SIG

Mapear distribuição espacial e abundância relativa com geoprocessamento.

3 Fotogrametria por Drone

Gerar ortofotos e modelos de superfície para refinar o mapeamento de habitat.

4 Variáveis Abióticas

Caracterizar substrato rochoso e variáveis locais, como transparência da água.

5 Modelagem de Habitat

Construir índice de adequabilidade e SDMs para estimar padrões de ocorrência (ou seja, onde as espécies tendem a aparecer).

6 Base de Referência

Consolidar coleção de referência (herbário) para monitoramento de longo prazo.

🔬 Metodologia

Metodologia em linguagem simples

A lógica do estudo é direta: medir as macrófitas em campo, registrar as condições do ambiente e depois transformar isso em mapas e modelos para entender onde cada espécie tem maior chance de ocorrer.

Infográfico do fluxo metodológico

Resumo visual conectado: da coleta em campo até os produtos finais para conservação.

1

Planejamento

Pontos, transectos e logística.

2

Coleta Biológica

Apneia/SCUBA, presença, abundância (DAFOR) e coleta em costão.

3

Coleta Ambiental

Profundidade, transparência e substrato.

4

Fotogrametria

Ortofoto e MDS com RGB/multiespectral.

5

SIG

Integração espacial dos dados.

6

IAH + SDMs

Modelagem da adequabilidade e distribuição.

7

Validação

Conferência com campo e métricas.

8

Produtos Finais

Mapas e síntese para monitoramento.

1) Como o estudo será feito

Tipo de estudo: comparação entre três ilhas (Arvoredo, Campeche e Xavier).

Faixa de profundidade: 0 a 15 m.

Estratégia: repetir o mesmo método nas três áreas para comparar resultados de forma justa.

2) Etapas práticas (passo a passo)

Passo O que será feito Resultado esperado
Passo 1 Definir pontos de amostragem, transectos e janelas operacionais (maré/tempo) em cada ilha Plano de campo padronizado
Passo 2 Executar amostragem subaquática por apneia (setores rasos) e mergulho com cilindro - SCUBA (setores mais profundos), com segurança e dupla de trabalho Cobertura padronizada da faixa de 0 a 15 m em diferentes condições de profundidade
Passo 3 Registrar presença e abundância de macrófitas (DAFOR), com foto georreferenciada por ponto/transecto Lista e intensidade de ocorrência por ponto e por ilha
Passo 4 Realizar coleta de material em costão rochoso (amostras/vouchers), com etiquetagem, acondicionamento e rastreabilidade Material de referência para confirmação taxonômica e herbário
Passo 5 Coletar variáveis ambientais no mesmo ponto (ex.: transparência, profundidade, tipo de substrato e geomorfologia) Base ambiental associada aos registros biológicos
Passo 6 Georreferenciar tudo em SIG e integrar dados de campo, drone e camadas ambientais Banco espacial organizado, auditável e comparável entre campanhas
Passo 7 Calcular IAH, rodar SDMs e validar os resultados com dados independentes de campo Mapas de adequabilidade e distribuição potencial com qualidade controlada
Passo 8 Conferir consistência final, gerar mapas temáticos e consolidar produtos para dissertação e gestão Produtos técnicos e científicos prontos para uso e comunicação

🧭 Protocolo de amostragem subaquática e coleta em costão rochoso

  • Apneia: aplicada nos trechos rasos e de maior agilidade operacional, com registro padronizado por transecto.
  • Mergulho com cilindro (SCUBA): aplicado nos trechos mais profundos da faixa de estudo (até 15 m), mantendo tempo/fundo e segurança da equipe.
  • Coleta em costão rochoso: retirada criteriosa de amostras representativas, minimizando impacto e mantendo georreferenciamento do ponto.
  • Rastreabilidade: código único de amostra, etiqueta de campo, foto de contexto e registro de profundidade/substrato.

3) O que será medido em campo

📌 Dados biológicos

  • Método de amostragem (apneia e/ou SCUBA)
  • Presença/ausência de espécies
  • Abundância relativa (DAFOR)
  • Registro fotográfico de apoio
  • Coleta de vouchers em costão rochoso para herbário

🌊 Dados ambientais

  • Profundidade
  • Transparência da água (Secchi)
  • Tipo de substrato
  • Geomorfologia (toca/fenda, matacão/parede, laje)

🗺️ Dados espaciais

  • Coordenadas dos pontos
  • Camadas por ilha
  • Mapas de ocorrência
  • Mapas de adequabilidade

4) Fotogrametria por Drone (explicação simples)

A fotogrametria por drone serve para transformar muitas fotos aéreas em mapas detalhados e mensuráveis da área costeira.

  • O que é gerado: ortofotos (imagem corrigida, sem distorção) e modelo de superfície (MDS).
  • Como ajuda no projeto: melhora o mapeamento de feições do habitat e do contorno do costão.
  • Vantagem prática: maior precisão espacial para comparar campanhas ao longo do tempo.
  • Integração: os produtos do drone entram no SIG junto com os dados de mergulho.

Em resumo: o drone melhora a base cartográfica do estudo e dá mais confiança para os modelos de habitat.

🔎 Protocolo de teste: RGB vs Multiespectral

Para fortalecer a metodologia, será realizado um teste comparativo entre câmera RGB e câmera multiespectral, na mesma área e com condições semelhantes de maré e iluminação.

Etapa do teste Como será executada Produto/indicador
1. Planejamento de voo Mesma área, altura e sobreposição equivalentes para os dois sensores Comparação justa entre RGB e multiespectral
2. Aquisição dos dados Voos em janela curta para reduzir variação de luz, vento e mar Conjunto de imagens pareáveis
3. Processamento fotogramétrico Geração de ortomosaico e MDS em ambos os sensores Ortofotos e modelos de superfície comparáveis
4. Produtos espectrais No multiespectral, calcular índices (ex.: NDVI/GNDVI/NDRE ou equivalente costeiro) Camadas para discriminar cobertura e vigor da vegetação
5. Métricas de resolução Comparar GSD, nitidez visual e erro geométrico (RMSE de checkpoints) Desempenho espacial objetivo por sensor
6. Validação ecológica Conferir mapas com pontos de campo (presença/ausência e DAFOR) Acurácia temática para habitat/macrófitas
7. Síntese final Comparar vantagens de cada sensor e recomendar uso isolado ou combinado Protocolo otimizado para campanhas futuras

📏 Tabela Operacional Integrada do Teste (Parâmetros e Critérios de Qualidade)

Indicador Meta ideal Faixa aceitável Como verificar Ação corretiva
GSD (resolução no solo) 2-5 cm/pixel até 7 cm/pixel Relatório do processamento fotogramétrico Ajustar altura de voo e/ou distância focal
Sobreposição frontal 80% 75-85% Plano de voo + log do drone Replanejar linhas de voo e velocidade
Sobreposição lateral 70% 65-75% Plano de voo + inspeção do ortomosaico Reduzir espaçamento entre faixas
Altura de voo 60-100 m (conforme sensor) até 120 m (norma vigente) Telemetria do drone e caderno de campo Padronizar altitude por campanha e sensor
Velocidade de voo 3-6 m/s até 8 m/s Log de missão Reduzir velocidade em mar agitado/vento
Horário de aquisição 10h-14h, com baixa cobertura de nuvens 9h-15h Registro de campo e metadados EXIF Remarcar voo para reduzir sombra e reflexo
Estado do mar/vento Mar calmo e vento baixo vento até ~20 km/h Boletim meteorológico + observação local Suspender voo em condições críticas
RMSE geométrico < 10 cm 10-15 cm Checkpoints/GCPs independentes Refazer ajuste de bloco e revisar GCPs
Densidade de GCP/Checkpoint Distribuição em todo o mosaico mínimo 5 pontos bem distribuídos Mapa de pontos de controle Adicionar pontos nas bordas e no centro
Qualidade radiométrica (multiespectral) Painel de calibração antes/depois do voo Ao menos 1 calibração por missão Metadados e imagens do painel Recalibrar e repetir aquisição se necessário
Validação temática Acurácia global > 85% e Kappa > 0,75 Acurácia > 80% e Kappa > 0,65 Matriz de confusão com pontos de campo Revisar classes, treino e amostragem
Reprodutibilidade entre campanhas Mesmo protocolo e configurações-chave Diferenças documentadas e justificadas Checklist de padronização por campanha Atualizar protocolo e registrar desvios

🌤️ Fontes meteorológicas e software para plano de voo

Fonte/Ferramenta Quando consultar Para que usar Critério prático (go/no-go)
INMET (previsão e alertas) 24-48 h antes e na manhã do voo Checar tendência de chuva, vento e alertas oficiais No-go: alerta ativo para vento forte, chuva intensa ou tempestade
CPTEC/INPE (modelos) 24 h antes + revisão no dia Comparar cenários de vento/nuvem e reduzir incerteza da janela de missão No-go: divergência alta entre modelos e risco de instabilidade no horário planejado
Marinha (DHN/CHM: maré e estado do mar) 24 h antes e imediatamente antes da saída Avaliar segurança de navegação, ondulação e condições costeiras No-go: mar agitado/ressaca para acesso seguro e decolagem em embarcação
METAR/TAF (REDEMET/aeroporto próximo) 2-6 h antes da missão Confirmar condição observada em tempo real e tendência de curtíssimo prazo No-go: visibilidade baixa, rajadas fortes ou células de chuva em aproximação
Windy/Meteoblue (apoio visual) Planejamento inicial e ajuste final Visualizar vento por altitude e nuvens; apoio à decisão logística Usar apenas como apoio; decisão final deve seguir fontes oficiais + observação local
Observação local de campo Imediatamente antes da decolagem Validar vento real, brilho na água, nuvem baixa e segurança operacional No-go: rajadas acima do limite do drone, chuva, visibilidade ruim ou reflexo excessivo
Tipo de drone/cenário Software de plano de voo recomendado Ponto forte para o projeto Observação operacional
DJI Enterprise (Mavic 3E, Matrice) DJI Pilot 2 Missão de mapeamento automática estável e rápida em campo Padronizar altitude, sobreposição e velocidade entre campanhas
DJI com fluxo iPad DJI GS Pro Interface simples para grade fotogramétrica Verificar compatibilidade do modelo antes da campanha
Campanhas com ênfase em fotogrametria acadêmica Pix4Dcapture Pro Boa padronização de missão e integração com processamento Manter parâmetros fixos para comparação temporal
Operação multiárea com gestão em nuvem DroneDeploy Fluxo de campo ágil e centralização de missões Revisar custos/licenciamento para uso contínuo
Missões complexas e alta customização UgCS Planejamento avançado para cenários costeiros Exige curva de aprendizado maior, porém com maior controle
Plataformas ArduPilot/PX4 QGroundControl ou Mission Planner Grande flexibilidade para parametrização técnica Checar telemetria, failsafe e logs antes de cada missão

Recomendação operacional para este projeto: decisão de voo com base em fontes oficiais (INMET + Marinha + METAR), validada por observação local no ponto de decolagem, e uso de plano de voo padronizado por sensor para garantir comparabilidade entre campanhas.

📷 Câmera RGB

  • Maior detalhamento visual do costão e feições geomorfológicas
  • Ótima leitura de textura e contorno de manchas
  • Boa base para interpretação manual e mapeamento de referência

🛰️ Câmera Multiespectral

  • Melhor separação de classes por assinatura espectral
  • Permite cálculo de índices para apoiar classificação temática
  • Útil para detectar variações sutis não visíveis no RGB

✅ Resultado esperado

  • RGB como base cartográfica de alta leitura visual
  • Multiespectral para refino temático/ecológico
  • Integração dos dois sensores como estratégia preferencial

5) Como os dados viram decisão

  • QGIS e R: organização, análise e integração dos dados.
  • IAH: identifica áreas com maior potencial de habitat para macrófitas.
  • SDMs (ODMAP): estimam a distribuição provável das espécies com base no ambiente, de forma transparente e reprodutível.
  • Mapas finais: mostram áreas prioritárias para monitoramento e conservação.

6) Garantia de qualidade

  • Método único e replicável nas três ilhas.
  • Padronização dos registros para reduzir viés de coleta.
  • Dados e produtos em formatos abertos (GPKG, CSV e HTML).
  • Rastreabilidade entre dado de campo, análise e mapa final.

Síntese metodológica

Metodologia integrada, replicável e orientada a decisão, conectando observação de campo, geotecnologias e modelagem ecológica para apoiar monitoramento e manejo de habitats de macrófitas marinhas.

📦 Produtos Esperados

Os produtos desta pesquisa foram planejados para transformar dados de campo em evidências úteis para ciência e gestão costeira. Em outras palavras, cada entrega responde a uma etapa da pergunta central do projeto: onde estão as macrófitas, quais condições favorecem sua ocorrência e como priorizar monitoramento.

Entregáveis científicos

Aplicação prática dos resultados

Além da produção científica, os resultados serão entregues em formato aplicável, com documentação clara e organização padronizada. Isso facilita o reuso por equipes de pesquisa, órgãos ambientais e iniciativas de acompanhamento de habitats insulares.

  • Identificação de áreas prioritárias para monitoramento periódico.
  • Base comparável para avaliar mudanças temporais nas três ilhas.
  • Suporte técnico para planejamento de conservação e manejo local.

📚 Glossário

Termos-chave usados nesta apresentação com linguagem simples. A ideia é facilitar a leitura de quem não é da área, sem perder o rigor técnico.

Ecologia e Ambiente Costeiro

Macrófitas Marinhas

Plantas e algas de maior porte que vivem no mar e ajudam a manter o equilíbrio ecológico.

Habitat

Local com as condições necessárias para uma espécie viver (luz, substrato, temperatura, etc.).

Adequabilidade de Habitat

Nível de "favorabilidade" de um lugar para a ocorrência de uma espécie.

Costão Rochoso

Área litorânea de rochas expostas, com muitas fendas e microambientes.

Substrato

Base onde os organismos se fixam, como rocha, areia ou sedimento.

Geomorfologia

Forma física do ambiente (paredões, lajes, blocos, fendas), importante para a biodiversidade.

Pressão Antrópica

Impacto causado por atividades humanas (turismo, poluição, obras, tráfego de barcos).

Conectividade

Grau de ligação entre áreas; influencia dispersão e recolonização de espécies.

Trabalho de Campo e Coleta

Apneia

Mergulho sem cilindro, usado em áreas rasas e com operação rápida.

SCUBA

Mergulho autônomo com cilindro, usado em áreas mais profundas.

Transecto

Linha de amostragem em campo para padronizar observações entre áreas.

Ponto Amostral

Local definido para coleta de dados biológicos e ambientais.

DAFOR

Escala de abundância: Dominante, Abundante, Frequente, Ocasional e Raro.

Voucher

Amostra física coletada para confirmação de identificação e guarda em coleção científica.

Herbário

Coleção organizada de amostras vegetais usadas como referência científica.

Rastreabilidade

Capacidade de ligar cada dado ao local, data, método e responsável pela coleta.

Checklist de Campo

Lista de verificação para garantir segurança, padronização e completude da campanha.

Georreferenciamento

Associação do dado com coordenadas geográficas exatas.

Mapeamento, Drone e Imagens

Fotogrametria

Técnica que transforma várias fotos em mapas e modelos com medidas reais.

Ortomosaico

Imagem aérea corrigida, como um "mapa-foto" sem distorções relevantes.

MDS (Modelo Digital de Superfície)

Modelo em 3D da superfície, incluindo relevo e elementos sobre ela.

GSD

Tamanho do pixel no terreno. Pixel menor significa maior detalhe.

Sobreposição Frontal/Lateral

Percentual de repetição entre fotos para garantir reconstrução estável.

RGB

Câmera comum (vermelho, verde e azul), com ótima leitura visual.

Multiespectral

Câmera que registra faixas além do visível, útil para separar tipos de cobertura.

NDVI / GNDVI / NDRE

Índices de vegetação calculados a partir da reflectância da luz.

EXIF

Metadados da foto (data, hora, coordenadas e parâmetros da câmera).

Telemetria

Dados do voo registrados pelo drone (altura, velocidade, posição, bateria).

GCP / Checkpoint

Pontos de controle no terreno para ajustar e validar a precisão do mapeamento.

RMSE

Indicador do erro médio de posicionamento; quanto menor, melhor.

Modelagem e Estatística (explicado em linguagem simples)

SIG (GIS)

Ferramenta para juntar mapas, tabelas e análises em um único ambiente.

IAH

Índice que resume se um local é mais ou menos favorável para a espécie.

SDM

Modelo que prevê onde uma espécie pode ocorrer com base no ambiente.

ODMAP

Padrão de documentação que ajuda a explicar e reproduzir modelos ecológicos.

Acurácia Global

Percentual total de acertos de uma classificação.

Kappa

Métrica de concordância que desconta acertos por acaso.

Matriz de Confusão

Tabela que compara classe prevista com classe observada em campo.

Validação

Etapa de teste para verificar se o resultado é confiável.

Reprodutibilidade

Capacidade de repetir o método e obter resultados comparáveis.

Cenário Climático

Projeção de condições futuras usada para avaliar possíveis mudanças de distribuição.

Planejamento e Operação de Voo

Janela Operacional

Período com condições adequadas para executar campo e voo com segurança.

Go / No-go

Decisão de realizar ou cancelar missão com base em critérios prévios de segurança e qualidade.

Boletim Meteorológico

Previsão oficial do tempo usada para planejar e ajustar as atividades de campo.

METAR / TAF

Mensagens meteorológicas de aeroportos, úteis para condição observada e previsão de curtíssimo prazo.

Estado do Mar

Condição de ondulação e agitação da água, essencial para segurança em área costeira.

Failsafe

Modo de segurança do drone em caso de perda de sinal ou problemas críticos.

Padronização de Campanhas

Uso dos mesmos parâmetros entre campanhas para permitir comparação justa no tempo.

Contingência

Plano alternativo para imprevistos (vento forte, chuva, mar ruim, falha técnica).

📅 Cronograma (Mar/2026 - Dez/2027)

Início previsto: Março de 2026

Duração principal: 22 meses + etapa pós-defesa

O cronograma foi estruturado para manter um fluxo contínuo entre planejamento, campo, análise e redação, reduzindo sobrecarga no fim do curso e garantindo tempo para validação dos resultados.

Cronograma visual (estilo Gantt)

M1 M5 M10 M15 M22
Fase 1 (M1-M5)
Base teórica + preparo
Fase 2 (M6-M10)
Campo 1 + organização
Fase 3 (M11-M15)
Campo 2 + modelagem
Fase 4 (M16-M22)
Síntese + defesa
M5: protocolo fechado M10: campanha 1 consolidada M15: IAH/SDMs validados M18: qualificação M22: defesa Jan/2028: artigo
Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4
Progresso do cronograma Calculando...

Visão geral por fase

Fase Período Objetivo central
Fase 1 M1-M5 Fundamentação teórica, desenho amostral e preparação operacional
Fase 2 M6-M10 Primeira campanha de campo e consolidação inicial da base de dados
Fase 3 M11-M15 Segunda campanha, integração final e modelagem ecológica
Fase 4 M16-M22 Síntese científica, qualificação, defesa e publicação

Detalhamento mês a mês (com entregas)

Período Atividades principais Entregáveis previstos
M1-M2 Imersão bibliográfica, alinhamento metodológico e definição final do desenho amostral. Protocolo metodológico consolidado e plano de trabalho validado com orientação.
M3-M5 Licenças, logística de campo, padronização de fichas e treinamento de coleta. Checklist operacional completo e cronograma de saídas de campo fechado.
M6-M8 1a campanha: inventário, DAFOR, variáveis ambientais e registro georreferenciado. Base primária de campo (biológica + ambiental + espacial) organizada.
M9-M10 Limpeza de dados, organização em SIG e análise descritiva preliminar. Mapas iniciais de ocorrência e relatório técnico parcial da campanha 1.
M11-M13 2a campanha para reforço amostral, validação de padrões e ajuste de lacunas. Base integrada das duas campanhas e banco geoespacial final de trabalho.
M14-M15 Cálculo do IAH, execução dos SDMs e avaliação de desempenho dos modelos. Mapas de adequabilidade e distribuição potencial com validação estatística.
M16-M18 Interpretação ecológica dos resultados e redação da Etapa 1 de qualificação. Capítulos parciais e apresentação da qualificação intermediária (M18).
M19-M21 Redação final da dissertação, revisão técnica, ajustes de figuras e tabelas. Versão completa da dissertação pronta para banca.
M22 Defesa pública e incorporação das recomendações da banca. Dissertação defendida e versão final para depósito institucional.
Pós-defesa (Jan/2028) Conversão dos resultados em manuscrito científico para periódico. Artigo submetido.

Marcos acadêmicos e de gestão

  1. M5: desenho metodológico fechado e operação de campo pronta.
  2. M10: conclusão da campanha 1 e primeira síntese espacial.
  3. M15: modelagem IAH/SDMs concluída e validada.
  4. M18: qualificação intermediária com resultados robustos.
  5. M22: defesa pública da dissertação e finalização acadêmica.
  6. Pós-defesa (Jan/2028): submissão de artigo científico.

Lógica de execução e controle

  • Ritmo em ciclos: cada fase combina coleta, organização e síntese parcial para evitar acúmulo de tarefas.
  • Ponto de verificação: ao final de cada fase, há uma entrega objetiva para acompanhamento com a orientação.
  • Janela de contingência: a sequência prevê margem para remarcação de saídas por condições climáticas/marítimas.
  • Produto acumulativo: os resultados de uma fase alimentam diretamente a seguinte (campo -> SIG -> modelagem -> redação).

Viabilidade

O projeto é viável pela aderência entre tema e linha de orientação, disponibilidade de infraestrutura laboratorial na UFSC e planejamento de campo compatível com o prazo do mestrado.