Protótipo Temporal de Campo para Identificação de Macroalgas

Material operacional para simular e padronizar uma saída de campo nas seis estações insulares das Baías da Ilha de Santa Catarina, com base na metodologia de Bouzon (2005) e Bouzon et al. (2006).

Autor: Ronan Armando Caetano. Referências: Bouzon et al. 2006 | Bouzon 2005 | Voltar ao portal

Introdução do protótipo

O protótipo organiza uma simulação de campo para reconhecimento, amostragem e documentação de comunidades macroalgais em costões rochosos. A proposta segue um desenho comparativo entre seis estações insulares distribuídas ao longo das Baías Norte e Sul: Ponta das Canas, Sambaqui, Ponta do Coral, Saco dos Limões, Ribeirão da Ilha e Caieira da Barra do Sul.

A leitura ecológica central é comparar locais com diferentes graus de urbanização, riqueza de táxons, biomassa dominante e sinais de eutrofização. O protocolo combina coleta quantitativa por quadrados, coleta complementar para taxonomia, fotos in situ e medidas físico-químicas simples.

O registro fotográfico e audiovisual também compõe o protocolo: as imagens in situ servem para rastreabilidade das amostras, documentação científica, divulgação ambiental e materiais futuros de apresentação.

Legendas históricas para as apresentações

Estas siglas e variáveis mantêm o protótipo alinhado às coletas já realizadas e ajudam a apresentar os resultados com o mesmo vocabulário usado na base histórica e nas análises.

Legenda de estações

SiglaLocal de coleta
AM-2012Armação (2012)
ANT-2005Praia do Antenor (G.C.R.) (2005)
BAR-2005Barreiros (Continente) (2005)
BL-2012Barra da Lagoa (2012)
CAI-2005Caieira da Barra do Sul (Ilha) (2005)
CL-2012Canal da Barra da Lagoa (2012)
CN-2012Pontas das Canas (2012)
COQ-2005Coqueiros (Continente) (2005)
CS-2012Caieira da Barra do Sul (2012)
CV-2012Canasvieiras (2012)
DN-2012Daniela (2012)
FT-2012Forte (2012)
GT-2012Galheta (2012)
GV-2012Gravatá (2012)
IG-2012Ingleses (2012)
LC-2012Lagoa da Conceição (2012)
LN-2012Lagoinha do Norte (2012)
PAL-2005Palmas (Gov. Celso Ramos) (2005)
PAP-2005Ponta do Papagaio (Palhoça) (2005)
PBA-2005Ponta de Baixo (Continente) (2005)
PC-2012Ponta do Coral (2012)
PCA-2005Ponta das Canas (Ilha) (2005)
PCO-2005Ponta do Coral (Ilha) (2005)
RI-2012Ribeirão da Ilha (2012)
RIB-2005Ribeirão da Ilha (Ilha) (2005)
RP-2012Ponta do Rapa (2012)
SA-2012Santinho (2012)
SAC-2005Saco dos Limões (Ilha) (2005)
SAM-2005Sambaqui (Ilha) (2005)
SB-2012Sambaqui (2012)
SL-2012Saco dos Limões (2012)
SQ-2012Saquinho (2012)
ST-2012Santo Antônio de Lisboa (2012)

Legenda ambiental

TermoSignificado
N-NH4 (µM)Nitrogênio amoniacal dissolvido.
PID (µM)Fósforo inorgânico dissolvido.
Biomassa (g/m²)Massa média do fitobentos por área.
E. coli (NMP/100 ml)Indicador microbiológico de qualidade da água.
PBalneabilidade própria.
IBalneabilidade imprópria.
Escala logUsada para comparar ordens de grandeza no mesmo eixo.

Metodologia resumida

Desenho amostral

  • Coleta em maré baixa de sizígia.
  • Um cabo-guia de 10 m paralelo à linha de costa.
  • 9 quadrados por estação.
  • Quadrados de 25 x 25 cm, equivalentes a 0,0625 m2.
  • Posições definidas antes do campo por sorteio simples de coordenadas ao longo do cabo-guia.
  • Amostragem destrutiva da macroflora dentro de cada quadrado.

Variáveis registradas

  • Coordenadas GPS.
  • Temperatura da água, com 3 leituras por estação.
  • Salinidade, com 3 leituras por estação.
  • Transparência visual.
  • Hidrodinamismo observado.
  • Substrato, declividade e impactos visíveis.

Processamento posterior

O material coletado deve ser triado, identificado e, quando houver continuidade do protocolo laboratorial, seco em estufa a 60 °C por 48 h para determinação do peso seco. Coletas complementares devem apoiar a identificação taxonômica dos exemplares fora dos quadrados. O processamento ou a fixação deve iniciar preferencialmente no mesmo dia da coleta, idealmente em até 6 h após a retirada do material do costão. Se houver atraso, manter as amostras refrigeradas e registrar o tempo decorrido até o início do processamento.

App de campo

Esta aba resume o aplicativo usado na etapa de campo. Ele foi criado para substituir a ficha em papel durante a coleta, concentrando em um só lugar o registro da estação, dos quadrados, das fotos e das observações operacionais.

O aplicativo foi desenhado para funcionar como uma ficha digital offline-first. Durante a coleta, os registros ficam salvos no navegador do aparelho usado em campo, o que permite continuar a operação mesmo sem internet. Quando a conexão estiver disponível, o comando de sincronização envia estações e quadrados para a nuvem e mantém a base atualizada entre abas e dispositivos.

Como ele funciona

  • Registra estação, quadrados, fotos e observações no navegador local.
  • Permite salvar rascunhos antes do envio definitivo.
  • Gera backup JSON e exportações em CSV/Excel para contingência.

Sincronização em nuvem

  • Envia os dados locais para Supabase quando o usuário aciona o envio.
  • Baixa os registros da nuvem quando outro aparelho atualiza a campanha.
  • Foi validado em múltiplas abas do navegador e em celular separado.

Uso recomendado em campo

  1. Abra o app no aparelho que ficará com a coleta.
  2. Preencha a estação e os quadrados normalmente, mesmo sem conexão.
  3. Ao reconectar, use o envio para sincronizar com a nuvem.
  4. Se precisar trocar de dispositivo, importe o backup JSON ou baixe a nuvem antes de continuar.

Essa abordagem mantém a coleta robusta em áreas com sinal instável e, ao mesmo tempo, permite acompanhamento quase em tempo real entre dispositivos da equipe quando a internet está disponível.

Ficha de campo - macroalgas

Identificação geral

Projeto:

Equipe:

Data: ____ / ____ / ______    Hora início: __________    Hora término: __________

Estação

Ponta das Canas Sambaqui Ponta do Coral Saco dos Limões Ribeirão da Ilha Caieira da Barra do Sul

Coordenadas GPS:

Maré: Sizígia Quadratura    Altura aproximada da maré:

Condições ambientais

Temperatura da água: R1 ______ °C   R2 ______ °C   R3 ______ °C   Média ______ °C

Salinidade: R1 ______ ‰   R2 ______ ‰   R3 ______ ‰   Média ______ ‰

Transparência: Alta Média Baixa

Hidrodinamismo: Fraco Moderado Forte

Substrato predominante:

Rocha maciça Blocos Cascalho Areia Misto

Declividade do costão: Suave Moderada Íngreme

Impactos visíveis: Esgoto Lixo sólido Bioincrustação excessiva Sedimentação Nenhum

Observações gerais:

Amostragem quantitativa - 9 quadrados, 25 x 25 cm

QuadradoZona (sup./méd./inf.)Espécies dominantesFoto/escalaColetado
Q1[ ]
Q2[ ]
Q3[ ]
Q4[ ]
Q5[ ]
Q6[ ]
Q7[ ]
Q8[ ]
Q9[ ]

Código das amostras:

Coletas complementares

Espécies coletadas fora dos quadrados:

Registro multimídia

Fotos realizadas? Sim Não    Código/pasta das fotos:

Etiqueta fotografada antes dos quadrados? Sim Não    Escala visual presente? Sim Não

Vídeo de hidrodinamismo: Sim Não    Link_Fotos:

Plano de pré-campo

O pré-campo é a etapa que reduz improvisos. A ideia é chegar ao costão com a janela de maré, a rota, a equipe, as etiquetas e o desenho amostral já decididos. Isso protege a comparabilidade entre estações e evita que cada ponto seja amostrado com critérios diferentes.

1. Planejamento temporal

2. Reconhecimento prévio dos pontos

3. Padronização do desenho amostral

4. Rotulagem antecipada

Prepare etiquetas impermeáveis antes da saída. O formato recomendado é ESTACAO-Q#-DATA, por exemplo SAM-Q3-12MAI. Use uma etiqueta externa no saco e outra interna, escrita a lápis ou com material resistente.

5. Preparação audiovisual

Checklist rápido para marcar antes de sair

ItemConferidoObservacao
Tábua de maré e horário-alvo[ ]
Previsão de vento e ondulação[ ]
Rota e acesso confirmados[ ]
Números aleatórios dos quadrados[ ]
Etiquetas de amostras prontas[ ]
Baterias cheias, memória livre e lentes limpas[ ]
Roteiro audiovisual e responsável definidos[ ]
Equipe e contatos combinados[ ]

Materiais obrigatórios

Esta lista foi separada por função para facilitar a divisão entre membros da equipe. A recomendação é conferir tudo uma vez no laboratório e outra vez no ponto de encontro. Materiais de medição, rotulagem e segurança devem ficar acessíveis, não no fundo da mochila.

Equipamentos científicos

  • Quadrado 25 x 25 cm: unidade-padrão para biomassa e comparação entre estações.
  • Cabo-guia 10 m: eixo paralelo à linha de costa para orientar a área de sorteio.
  • Espátulas inox: remoção completa do material macroalgal dentro de cada quadrado.
  • GPS: registro da estação e, se possível, do início/fim do transecto.
  • Termômetro: temperatura da água no momento da amostragem, com 3 leituras por estação para cálculo da média local.
  • Refratômetro: salinidade local, com 3 leituras por estação, importante para interpretar diferenças entre as Baías.
  • Frascos 500 ml: coleta de água para nutrientes, previamente lavados conforme protocolo, mantidos refrigerados e ao abrigo de luz até o laboratório.
  • Régua de PVC ou escala visual: referência de tamanho para fotos científicas dos quadrados e organismos.
  • Caneta permanente e etiquetas: rastreabilidade das amostras até o laboratório.

Preservação e segurança

  • Formaldeído 4%: fixação do material, com cuidado de transporte e uso de EPI.
  • Água do mar extra: preparo e diluição quando necessário.
  • Sacos zip: armazenamento separado por quadrado e coleta complementar.
  • Caixa térmica com gelo reciclável: transporte organizado das amostras e frascos de água, mantendo refrigeração próxima de 4 °C até a chegada ao laboratório.
  • Luvas nitrílicas: proteção durante coleta, fixação e manuseio de organismos.
  • Bota antiderrapante: segurança no costão molhado.
  • Óculos, protetor solar e kit de primeiros socorros: itens mínimos de proteção da equipe.
  • Câmera, celular ou caixa estanque: registro de fotos, vídeos curtos e áudio ambiente, com baterias carregadas e memória livre.

Amostras de água para nutrientes

Para análises de nutrientes dissolvidos, como PID e N-NH4, coletar a água em frascos limpos de 500 ml, manter imediatamente em caixa térmica com gelo reciclável, protegida da luz, e encaminhar ao laboratório no mesmo dia. A filtragem deve seguir o protocolo analítico adotado; quando o objetivo for nutriente dissolvido, filtrar preferencialmente ainda em campo com filtro apropriado ou, se isso não for operacionalmente viável, no laboratório logo após a chegada, registrando horário de coleta, horário de filtragem e condição de conservação.

Hidrodinamismo, se for aplicado

Blocos numerados, barbante, suporte em T, papel-alumínio e balança pré-campo para registro do peso inicial.

Checklist de materiais

GrupoItemResponsávelConferido
AmostragemQuadrado 25 x 25 cm[ ]
AmostragemCabo guia 10 m[ ]
AmostragemEspátulas inox[ ]
MediçãoGPS, termômetro e refratômetro[ ]
MultimídiaCâmera/celular, caixa estanque, baterias, memória livre e pano para lentes[ ]
MultimídiaRégua de PVC ou escala visual para fotos científicas[ ]
AmostrasFrascos, sacos zip, filtros quando aplicável e etiquetas[ ]
PreservaçãoFormaldeído 4%, água do mar extra e caixa térmica com gelo reciclável[ ]
SegurançaLuvas, bota, óculos, protetor solar e primeiros socorros[ ]

Sequência ideal por estação

  1. Registrar coordenadas.
  2. Fazer foto aberta da estação e registrar a etiqueta inicial da estação.
  3. Medir temperatura em triplicata e registrar a média.
  4. Medir salinidade em triplicata e registrar a média.
  5. Instalar transecto e registrar foto ou vídeo curto da instalação.
  6. Posicionar quadrados conforme a tabela de coordenadas sorteadas.
  7. Fotografar a etiqueta de cada quadrado antes da foto in situ correspondente.
  8. Coletar macroalgas.
  9. Coletar água, refrigerar imediatamente e anotar horário de coleta.
  10. Instalar blocos de gesso, caso esta etapa seja aplicada.
  11. Fazer fotos gerais, fotos in situ com escala visual e vídeo curto do hidrodinamismo local.
  12. Conferir checklist final antes de sair da estação.

Divulgação científica e registro multimídia

Imagens e vídeos de alta qualidade fazem parte da documentação científica e também apoiam divulgação ambiental, aulas, apresentações e defesa. Como a maré de sizígia oferece pouco tempo operacional, o registro precisa ser planejado e não deve atrasar a coleta biológica.

1. Pré-campo audiovisual

Equipamentos

  • Carregar baterias de câmeras, celulares e caixas estanques na noite anterior.
  • Esvaziar cartões de memória e conferir espaço de armazenamento.
  • Limpar lentes e separar pano seco, caixa de transporte e proteção contra respingos.

Roteiro e responsabilidade

  • Definir as tomadas obrigatórias antes da saída.
  • Designar um membro da equipe como responsável pelo registro ou reservar 10 min iniciais e 10 min finais para captação.
  • Priorizar imagens que documentem método, ambiente e rastreabilidade das amostras.

2. Procedimentos de fotografia

3. Captação de vídeo e áudio

Checklist multimídia rápido

ItemConferidoObservacao
Baterias cheias, armazenamento livre e lentes limpas[ ]
Foto da vista geral da estação, costão ou praia[ ]
Foto ou vídeo da equipe instalando o transecto de 10 m[ ]
Fotos in situ dos 9 quadrados, com etiqueta fotografada antes e escala visível[ ]
Vídeo curto de 15 a 30 s mostrando hidrodinamismo local nas rochas[ ]

4. Gestão pós-campo

Checklist para novo repositório e GitHub Pages

Este checklist organiza os passos para transformar o protótipo local em um produto público hospedado no GitHub Pages. A melhor prática é publicar apenas arquivos necessários ao portal, revisar nomes de arquivos com acentos e confirmar se os links relativos continuam funcionando depois do envio para o repositório.

1. Preparar a pasta do produto

EtapaAçãoStatus
Nome do projetoDefinir nome curto para o repositório, por exemplo prototipo-macroalgas-baias-sc.[ ]
Arquivos essenciaisSeparar index.html, mapa, metodologia, dashboard, CSVs, mídias selecionadas e referências permitidas.[ ]
Mídias públicasPublicar apenas fotos e vídeos selecionados e otimizados; manter arquivos brutos em backup externo ou nuvem.[ ]
Links relativosTestar links entre páginas usando caminhos relativos, sem depender de file:///.[ ]
Nomes de arquivosPreferir nomes sem espaços e sem acentos para PDFs e CSVs que serão publicados.[ ]
CréditosManter autoria e referências bibliográficas visíveis no portal e no mapa.[ ]

2. Criar o repositório no GitHub

EtapaAçãoStatus
Novo repositórioNo GitHub, clicar em New repository e criar como público se for usar GitHub Pages público.[ ]
DescriçãoAdicionar uma descrição curta: portal de campo para macroalgas das Baías da Ilha de Santa Catarina.[ ]
Branch principalUsar main como branch principal.[ ]
READMEAdicionar resumo, autoria, fontes e lista dos produtos publicados.[ ]

3. Enviar os arquivos

EtapaComando/açãoStatus
Inicializar Gitgit init[ ]
Adicionar remotogit remote add origin https://github.com/USUARIO/REPOSITORIO.git[ ]
Adicionar arquivosgit add .[ ]
Commit inicialgit commit -m "Publica portal do prototipo de macroalgas"[ ]
Enviargit push -u origin main[ ]

4. Ativar GitHub Pages

EtapaAcaoStatus
SettingsAbrir Settings do repositório.[ ]
PagesEntrar em Pages no menu lateral.[ ]
SourceSelecionar Deploy from a branch.[ ]
BranchEscolher main e pasta /root.[ ]
SalvarAguardar a URL no formato https://usuario.github.io/repositorio/.[ ]
Validação finalTestar mapa, dashboard, metodologia, planilhas, modo escuro, links dos PDFs e links de fotos selecionadas.[ ]